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Vice de São João do Cariri assume gestão em lugar de prefeito que estaria com Alzheimer

Foto: Reprodução

O vice-prefeito Hélder Trajano (MDB), que está assumindo, hoje (1º), a prefeitura de São João do Cariri, em lugar de Cosmo Gonçalves de Farias (DEM), de 62 anos (recentemente afastado da prefeitura sob suspeita de Alzheimer), afirmou que terá Cosmo como aliado. Os dois estariam em paz e irão caminhar juntos.

Durante entrevista ao Correio da Manhã, Hélder disse que Cosmo “é uma ótima pessoa” e até almoçou na casa dele na última semana, no entanto, frisou que fará uma mudança de 80% nas secretarias do município.

Segundo o novo prefeito de São João do Cariri, uma equipe de transição foi nomeada e só após a posse é que o prefeito interino vai tomar conhecimento de como estão as finanças da cidade.

Mais detalhes do caso

A Câmara Municipal de São João do Cariri aprovou, por unanimidade, o pedido de licença do prefeito Cosme Gonçalves (DEM) por 120 dias para tratamento médico, a partir de ontem (28). O vice-prefeito  foi convocado para assumir a Chefia do Poder Executivo, no dia 1º de março.

 O Ministério Público da Paraíba (MPPB) impetrou uma ação de interdição que visa declarar a incapacidade civil de Cosme, de 62 anos de idade, que estaria com Mal de Alzheimer.

O prefeito deveria ser ouvido pela Justiça no dia 20, mas não compareceu à audiência. O vice Hélder Trajano não queria assumir a prefeitura com a licença de Cosme Gonçalves, mas reafirmou que está preparado para administrar a cidade.

Ao propor a ação de interdição que visa declarar a incapacidade civil do prefeito Cosme Gonçalves, o titular da Promotoria Cumulativa de São João do Cariri, José Bezerra Diniz, justificou que, apesar de não ser comum no âmbito do MP é necessária para preservar o bem público e o interesse coletivo.

José Bezerra Diniz conta que ouviu o prefeito no dia 12 de julho, de 2018, apesar de não adiantar os detalhes do depoimento e de não ser autoridade médica para atestar as condições de saúde do gestor, notou uma certa dificuldade do prefeito em responder a perguntas simples.

Depois de ouvir o gestor e outras pessoas, entre elas vereadores da cidade, e juntar documentos sobre o caso, o promotor deu prazo para que o prefeito se submetesse a um acompanhamento médico e que o profissional da área médica remetesse ao Ministério Público uma declaração sobre a saúde do prefeito. De acordo com José Bezerra, os exames encaminhados não não lhe convenceram da perfeita sanidade mental do gestor.

Cabe agora à Justiça requerer uma perícia médica e, com base nela, determinar o afastamento definitivo do gestor.
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