Paraíba

Servidores que recebem acima do mínimo farão paralisações semanais em Campina

Os servidores municipais de Campina Grande que recebem acima do mínimo farão paralisações semanais, nas terças, quartas e quintas-feiras, sempre com mobilização na Câmara Municipal (CMCG) durante a manhã, para cobrar a revogação da emenda que prejudica as verbas indenizatórias da categoria. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 31, também na CMCG.

As paralisações já têm início esta semana, conforme destacou o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab), Giovanni Freire. “Os servidores decidiram pelas paralisações em vez de greve, para não prejudicar ainda mais a população, mantendo os serviços nas segundas e nas sextas. Mas, lembramos que nas terças, quartas e quintas, a paralisação das atividades profissionais dura o dia todo”, detalhou.

Ainda segundo ele, o movimento se concentrará na CMCG, porque foi a bancada do governo que aprovou a emenda. “A gente não vai ao gabinete do prefeito porque não o encontramos lá. Além disso, foram os vereadores da bancada do governo que aprovaram a emenda, então se eles causaram o problema, eles serão os responsáveis por procurar o prefeito e resolver a situação”, esclareceu.

Na manhã desta terça não houve sessão na Casa de Félix Araújo, por falta de quórum. “Os vereadores que aprovaram esta emenda devem satisfação aos servidores e à população, por estarem causando prejuízo ao serviço público desta cidade mas sequer comparecem à sessão. Só vamos parar de cobrar dos vereadores quando o prefeito Romero revogar a lei que ele sancionou retirando direitos, se não houver a revogação, a gente não vai parar”, finalizou o vice-presidente.

Relembre – O projeto de lei do prefeito Romero Rodrigues que concedeu o reajuste de 2% no salário dos servidores que recebem acima do mínimo em Campina Grande, foi aprovado no dia 29 de maio pela CMCG. No dia 26 de junho, a bancada do governo na Câmara aprovou uma emenda de autoria do vereador Alexandre do Sindicato, que, conforme já divulgado pelo Sintab, determina que o aumento não incide sobre as verbas indenizatórias, como quinquênio e terço de férias. Desde então os servidores têm protestado contra o reajuste e contra a emenda e, além da luta política, o Sintab ingressará com ação judicial para barrar o projeto.

Da redação com assessoria Sintab

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