Paraíba

Servidores da educação de Pocinhos não iniciarão ano letivo caso atrasos nos salários persistam

 

Quase às vésperas da virada para fevereiro, os servidores da educação do município de Pocinhos, no Agreste paraibano, ainda não receberam os salários de dezembro nem de janeiro. Desesperados com as contas que se acumulam e cansados de ouvir promessas da gestão municipal, os profissionais decidiram em assembleia coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab), realizada na Câmara de Vereadores da cidade na manhã da última terça-feira, 23, que não iniciarão as atividades do ano letivo até que a situação se regularize.

O atraso absurdo inclui também o terço de férias. Em reunião com a direção do Sintab, a Secretaria de Administração garantiu que o salário de janeiro será depositado até esta sexta-feira, 26, o terço de férias por sua vez no dia 31 e o salário de dezembro, apenas no dia 10 de fevereiro, já que os recursos para este último só podem advir do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). As aulas de 2018 na rede municipal deveriam iniciar no dia 26 de fevereiro, mas os efetivos não realizarão sequer as matrículas, caso os valores devidos não sejam depositados.

Conforme lembrou a diretora do Sintab em Pocinhos, Cilene Sales Costa, além da paralisação nas atividades, o Sindicato já entrou na Justiça e aguarda parecer, solicitando bloqueio nas contas da Prefeitura por causa do atraso no pagamento, que infelizmente, é recorrente. “Não vamos aceitar tanto desrespeito a quem tanto contribui com o desenvolvimento do município. Tudo que está acontecendo só reforça a incompetência administrativa da Prefeitura. Os servidores devem ser prioridade para a gestão”, reforçou.

O presidente do Sintab, Nazito Pereira, lamentou a situação e ressaltou que os servidores não ficarão inertes diante de tanto abuso. “O Sintab lamenta bastante a falta de compromisso e de responsabilidade para com os professores e demais servidores da educação de Pocinhos, que até agora não receberam o salário de dezembro, nem janeiro. As contas destes trabalhadores estão em atraso e a culpa é simplesmente do prefeito que não efetuou os pagamentos. Durante a reunião desta terça-feira apenas houve uma sinalização de pagamentos vindouros e nós vamos aguardar. Mas estamos tristes com toda esta situação e já com a decisão em assembleia de que não se efetivando os pagamentos previstos, a categoria vai parar as atividades, ou seja, o ano letivo não irá começar”, reforçou.

DA REDAÇÃO COM ASSESSORIA

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