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RC: “Minha solidariedade ao movimento só vai até onde não prejudique a população”

Foto: Francisco França

A greve dos caminhoneiros chega ao oitavo dia nesta segunda-feira (28) sem perspectiva de encerramento, mesmo após o governo anunciar as concessões solicitadas pela categoria.

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), falou sobre as consequências do movimento no Estado e se disse solidário, porém até o momento em que não prejudique os direitos do povo porque é algo inegociável.

“O que está acontecendo não é normal, os hospitais suspendendo cirurgias e com gás para apenas três dias, ou seja, isso não é possível porque toda e qualquer reivindicação por mais legítima que seja, e esta é, a redução dos preços de combustíveis e outras coisas que estão se somando, mas elas não podem colocar em risco a sobrevivência coletiva de uma sociedade”, ressaltou.

Para o governador é preciso que os diretos da população sejam preservados, porque se o básico não for preservado coloca-se tudo em risco como o direito à saúde, à segurança, a ter um hospital funcionando, Corpo de Bombeiros com combustível e de ambulâncias trafegando.

“O direito de ir e vir é inegociável. Não se pode fazer isso contra as pessoas, principalmente, contra as que mais precisam, contra as que não têm outra alternativa e que dependem dos serviços públicos”, disse.

O governador afirmou ainda que reuniu todo o staff administrativo, nesta segunda-feira (28), para determinar que os serviços essenciais sejam mantidos.

Segundo ele, o governo está com 100% da frota da Polícia Militar rodando, pois tem assegurado para o Estado cerca de 1, 2 milhão de combustível para atendimento dos setores essenciais, cuja aquisição foi negociada com os Sindipetro.

“Mandei os carros do governo pararem com exceção das viaturas, ambulâncias e do Corpo de Bombeiros. Hoje, os carros do Fumacê também voltarão a rodar porque temos cidades da região do Agreste com problemas de surto da dengue. Nós diminuímos os gastos com gasolina para que os carros dos serviços essenciais continuem rodando”, ressaltou.

O governador se mostrou preocupado também com o abastecimento de água, gás e alimentos nas 79 unidades do sistema penitenciário.

Conforme Ricardo Coutinho, o Estado tem cinco cadeias que são abastecidas por carros-pipas, mas esses veículos estão parados em alguns bloqueios.

“Isso não pode. Não é possível que isso ocorra porque são vidas que estão em jogo, assim como ocorre com os hemonúcleos, onde houve uma queda bastante acentuada na doação de sangue, porque as pessoas não estão saindo de casa. Novamente eu falo de vida e faço um apelo para que a população volte a doar”, enfatizou o governador anunciando ainda a falta de insulina e medicamentos oncológicos que estão presos nos bloqueios fora do Estado.

“Eu como governador e qualquer cidadão compreendemos que essa situação não é possível porque o povo tem direito a ter acesso à saúde, porque na verdade isso está afetando o povo e provocando uma angustia social. Esse movimento só trouxe consequência graves aos mais pobres”, avaliou.

Fonte: Paraibaonline de João Pessoa (Hacéldama Borba)

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