Sem categoria

Morte de ator no Centro Histórico de João Pessoa é tratada como latrocínio, diz delegado

Foto: Reprodução/TV Paraíba

A principal linha de investigação da Polícia Civil no caso da morte do ator Simão Cunha, no domingo (6) em João Pessoa, é de que o crime se tratou de um latrocínio. Segundo informações do delegado Ademir Fernandes, responsável pelo caso, relatou que um amigo que estava com a vítima no momento do crime relatou que um assaltante foi o responsável por esfaquear o ator.

Simão Almeida Cunha, de 30 anos, era natural de Campina Grande e passava férias na capital paraibana. Ele tinha sido visto saindo de um bar no Centro Histórico de João Pessoa pouco antes de ser atacado, por volta de 1h (horário local). Simão chegou a ser socorrido pelo Samu e encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde de domingo.

Segundo a PM, o crime teria acontecido por volta de 1h (horário local), no Centro da capital paraibana. De acordo com Ademir Fernandes, com base no depoimento do amigo testemunha, Simão Cunha e seu amigo seguiam pelo Centro por um local escuro, sem muita movimentação, na imediações do teatro Santa Roza quando foram abordados por um assaltante armado com uma faca.

“O amigo nos contou que pediu para não seguirem pelo local, por achar perigoso, mas Simão considerou que estava seguro e eles seguiram. Foi quando o assaltante chegou e mandou os dois passarem os objetos pessoais”, comentou.

Ainda de acordo com o delegado de homicídios, o amigo confirmou que o ator reagiu à abordagem e entrou em luta corporal com o assaltante. “Simão foi ferido pelas facadas nas costas e caiu. O amigo correu e o assaltante foi atrás do outro rapaz. Pediu que ele entregasse a carteira e o celular, mas um outro homem que passou pelo local avistou o crime e jogou pedras, afastando o assaltante”, explicou Ademir Fernandes.

Após o assaltante fugir do local, o amigo retornou até Simão Cunha e viu que ele estava ferido. O Samu foi acionado e o ator foi levado para o Hospital de Trauma de João Pessoa, mas não resistiu. A Polícia Civil e Militar seguem em buscas de mais informações sobre o crime e de localizar o suspeito do crime.

Nenhum linha descartada

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de latrocínio a partir do depoimento da testemunha e amigo da vítima, porém Ademir Fernandes explicou que as investigações ainda estão no início e por isso nenhuma linha pode ser descartada. Outras motivações para o crime, inclusive motivações por LGBTfobia ou políticas, não foram descartadas.

“Não sabemos ainda se foi uma abordagem eventual ou se o suspeito já estava seguindo a vítima desde a saída do bar. O caso ainda está em uma fase inicial, vamos em busca de ouvir mais pessoas”, explicou Ademir Fernandes.

Ainda de acordo com o delegado do caso, a Polícia Civil está em busca de imagem de câmeras de segurança da área, tendo em vista que o local onde o crime ocorreu é também uma área comercial. “Temos muitos estabelecimentos no local, pode ser que as câmeras de segurança tenham registrado algo que nos ajude, vamos em busca”, destacou.

Notas de pesar

A morte do ator causou comoção de amigos nas redes sociais. A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e o Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande, divulgaram notas de pesar. Simão atuou em companhias de teatro de Campina Grande e trabalhou como professor de teatro infantil no Teatro Santa Roza, na capital paraibana. Atualmente ele fazia mestrado na Bahia.

O velório de Simão Cunha acontece no Campo Santo Parque da Paz, no bairro do Velame, em Campina Grande nesta segunda-feira (7) e o sepultamento, no mesmo cemitério, está marcado para as 16h (horário local).

Por André Resende, G1 PB


Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo