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Márcio lamenta o anúncio de fechamento da Escola Técnica Redentorista de Campina Grande

O vice-presidente da Câmara Municipal, Márcio Melo Rodrigues, disse que lamenta profundamente o anúncio do fechamento da Escola Técnica Redentorista de Campina Grande, prestando a sua solidariedade aos dirigentes da instituição e alunos que irão perder uma instituição com mais de 40 anos de relevantes serviços prestados à Campina Grande e ao Nordeste.

Segundo ele, a Escola deixará uma lacuna impreenchível no cenário educacional do Estado da Paraíba e da região, o que no seu entendimento é muito lamentável. Mas que, ainda espera a compreensão das autoridades representadas pelo Governo do Estado e Governo Federal para que seja encontrada uma solução a fim de preservar a unidade educacional, que formou várias gerações e tem emprestado a sua contribuição ao desenvolvimento de Campina Grande e de sua gente.

A ETER, enquanto Escola que se propõe a ministrar Educação Profissional de Nível Técnico tem como missão preparar cidadãos conscientes de seu papel social, político e profissional na sociedade brasileira. Para que se possa alcançar este objetivo, busca-se desenvolver a construção de um saber que possibilite ao educando a construção do conhecimento, com vistas à produção do pensamento, crítico e responsável, criando-se, para isso, um espaço de gestão-participativa, que objetiva a qualidade do processo pedagógico e do relacionamento prazeroso de toda a comunidade escolar.

A Escola Técnica Redentorista – ETER foi criada em 1975, pelo Pe. Edelzino de Araújo Pitiá. Desde a sua criação, tem como lema: “Educar é Libertar” e como missão a formação humana e profissional de jovens das classes sociais menos favorecidas, qualificando-os como profissionais de nível Técnico. No início a Escola recebeu inúmeras ajudas, caracterizando-se assim, como uma entidade comunitária. A assessoria de diversos professores da UFPB – Campus II, atual UFCG – se fez presente, destacando-se a participação do Professor Linaldo Cavalcante; as orientações quanto à estrutura curricular e organizacional vieram da Escola Técnica de Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí – MG; e o Núcleo de Assistência Industrial (NAI/PB) colaborou na elaboração do Regimento Interno.

Os laboratórios receberam seus primeiros equipamentos através de doações da Agência de Colaboração Técnica da Holanda (CEBEMO). Contribuíram, também, o Conselho Britânico e a Fundação dos Voluntários Holandeses (SNV). Como Instituição Particular, mas na categoria de entidade filantrópica e comunitária, se fez necessário firmar convênios de bolsas de estudo com a Secretaria de Educação e Cultura (SEC/PB), e com empresas locais, do Estado e da Região, além de parcerias em diversos níveis. O convênio com a SEC/PB existe há 30 anos.

Em 1998, a Escola firmou convênio com o MEC, através do Programa de Expansão do Ensino Profissionalizante (PROEP) possibilitando-lhe implantar a reforma do ensino profissionalizante, de acordo com as exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a 9394/96. Desde 1975, a Escola Técnica Redentorista vem cumprindo a sua missão; formou aproximadamente 7000 jovens habilitados para ingressar no mercado de trabalho como Técnicos em Eletrônica, Telecomunicações, Informática, Segurança do Trabalho, Equipamentos Biomédicos, Enfermagem, Guia de Turismo, Logística e Reabilitações de Dependentes Químicos.

Da redação com assessoria

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