ParaíbaPolítica

Ex-assessor preso na Operação Calvário depõe por 16 horas em acordo de delação premiada

Foto: Reprodução

Leandro Nunes de Azevedo, ex-assessor da Secretaria de Administração da Paraíba, preso na Operação Calvário, que investiga desvios de dinheiro da Saúde, prestou um longo depoimento de cerca de 16 horas às autoridades. Leandro era pessoa de confiança dos gestores estaduais e ficou responsável por contratos de terceirização da Saúde. O conteúdo das revelações está sob sigilo.

O ex-assessor integrou o governo do Estado desde 2011. Ele foi filmado em um hotel de luxo no Rio de Janeiro ao receber de Michelle Cardoso, da Cruz Vermelha, que administra o Hospital de Trauma e Emergência de João Pessoa, uma caixa que conteria propina em espécie. Michelle chegou a contratar segurança para o percurso que faria até o local do encontro. Ele, segundo divulgado por Lena Guimarães, colunista do Correio da Paraíba, é encarado como o personagem que pode tirar o sono dos responsáveis pela vinda da Cruz Vermelha e de outras organizações sociais para a Paraíba.

Quando o Ministério Público da Paraíba pediu a prisão de Leandro e determinou buscas e apreensões nas casas dos secretários Waldson de Souza (ex-Saúde e atual Planejamento) e Livânia Farias (Administração), informou que quando a Cruz Vermelha foi contratada não tinha experiência em gestão hospitalar nem preenchia os requisitos exigidos para ser reconhecida como “organização social”, mas sequer participou de licitação.

Segundo informado na coluna de Lena, a funcionária da Cruz Vermelha já tinha vindo a João Pessoa em voo fretado, em 2014, transportando “recursos ilícitos”. Em sua comunicação com outros membros da organização criminosa, ela admitia que a missão estava vinculada a financiamento de campanha.

No início deste mês, o desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba, transformou a prisão preventiva de Leandro em medida cautelar e o ex-assessor deixou o Presídio PB1, seguindo para sua residência com tornozeleira.

As decisões fizeram parte de um acordo de delação premiada, pois Leandro teria colaborado com informações importantes prestadas nas 16 horas de “oitiva”.

Paraiba todo dia

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo