Paraíba

Agente do PB1 relata medo de novo ataque

Foto: Reprodução

Conforme um agente da Penitenciária de Segurança Máxima (PB1), que não quis se identificar, o medo de um novo ataque para libertar outro chefe de quadrilha é real, devido a defasagem das armas utilizadas pelos agentes que os impedem de enfrentar os criminosos que, geralmente, atacam utilizando armamento de guerra.

“Como a gente iria combater eles com as armas defasadas que temos? O medo é de eles virem novamente para resgatar o ‘Galeguinho’. Se vierem novamente, só iremos poder levantar as mãos”, disse o agente. Galeguinho seria um chefe de quadrilha que continua preso.

O agente afirmou que sua categoria não tem boas condições de trabalho, a quantidade de agentes para fazer a segurança no presídio seria pequena, além de terem sido pegos de surpresa.

“Se pelo menos tivéssemos armamento adequado teríamos tido chance de revidar, mas não. Como vamos confrontar duas metralhadoras .50 com as armas que temos? Não tivemos chance e o medo é de que eles voltem a atacar novamente”, contou o agente.

Entenda o caso

Na madrugada de ontem (10), 92 detentos fugiram da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1) após um grupo composto por cerca de 20 homens fortemente armados invadir o complexo prisional e detonar explosivos no portão principal. A intenção dos bandidos seria resgatar quatro detentos, que são suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos. Muitos outros presos acabaram aproveitando a oportunidade para escapar da unidade.

No confronto, um tenente da PM foi baleado na cabeça e, depois de cirurgiado, foi a óbito no Hospital de Trauma de João Pessoa. Ele estava na sede da Academia de Polícia Civil (Acadepol), fica na rodovia estadual PB-008, no momento em que foi atingido.

Paraiba todo dia

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo