O líder do PMDB no Senado, Raimundo Lira (PB), disse, nesta segunda-feira (2), que o partido deverá votar pelo adiamento da decisão da Casa sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo, até que o Supremo Tribunal Federal – STF julgue uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que trata da necessidade de aval do Congresso para o afastamento de parlamentares. A votação da ADIN foi marcada pela presidente do STF, Ministra Cármen Lúcia, para o próximo dia 11 de outubro.

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O Senado pautou uma sessão para esta terça-feira (3), para analisar a decisão que impôs medidas cautelares ao senador tucano. O presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) irá propor, no entanto, o adiamento dessa discussão durante reunião de líderes que ocorrerá às 14h desta terça, para que os senadores aguardem novo entendimento do Supremo sobre o caso, antes de colocar o tema em plenário.

Diante desse cenário, Lira manteve contato nesta segunda-feira com os senadores da bancada peemedebista no Senado e, decidiram de que o partido votará pelo adiamento da decisão. “Liguei para o presidente Eunício. Já disse que, em nome do PMDB, a gente concordava inteiramente com essa decisão. Política é assim: negociação, conciliação, bom senso. Esse novo julgamento pode evitar um confronto entre dois Poderes. Ele já tem a posição do maior partido do Senado e ficou agradecido”, disse.

A ADIN que será analisada pelo STF foi protocolada em 2016 por partidos políticos. O objetivo do pedido é submeter ao crivo do Congresso medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal que venham a ser impostas a membros do Legislativo, assim como já acontece nos casos de prisão em flagrante.

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