Diante das afirmações de segmentos da política e da imprensa, de que a decisão para o fim do racionamento em Campina Grande foi meramente política, por ter sido feita pelo secretário João Azevedo, e acontecendo próxima a uma data programada para a visita do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva à Paraíba, o governador Ricardo Coutinho pagou na ‘mesma moeda’ e disse que a oposição faz um discurso político e que não saberia de nada, a não ser desejar o pior.

Coutinho ressaltou que a decisão é técnica e só foi possível interromper o racionamento agora porque a vazão da água está baixa, devido a uma bomba que foi tirada para manutenção preventiva, caso contrário, o racionamento já teria finalizado no mês de junho.

– É uma decisão técnica. Quem não entende disso fica dando palpite absurdo, politizado e partidarizado. Eu, sinceramente deveria ter uma cláusula de barreira para políticos incompetentes ou ineficientes, assim a gente se livraria de muita gente que só aposta no quanto pior, melhor. Campina está saindo do racionamento porque vai atingir a margem dos 8,2% da capacidade e sair do volume morto – rebateu Ricardo.

O governador lembrou que há dois meses o prefeito Romero Rodrigues teria cobrado a finalização da contenção da água.

Coutinho ressaltou que o fato da data anunciada para o fim do racionamento se aproximar com vinda do ex-presidente Lula, para ele, neste caso, pouco interessava.

– O governo do estado trabalhou corretamente e com responsabilidade, coisa que a oposição não entende. ‘Não sabe onde a coruja pia’ e não sabe absolutamente de nada a não ser politizar tudo. Eles queriam que a cidade ficasse em racionamento até sempre, porque não pensam no povo, pensam em eleições – disse.

No dia de hoje, 09, o volume do açude Epitácio Pessoa está em 7,89% da capacidade, o que representa mais de 411 milhões de metros cúbicos.

Informações da Rádio Correio FM