O presidente do PSDB da Paraíba, Ruy Carneiro, comentou sobre a reunião da cúpula do partido no Estado para discutir a situação em relação ao cenário político nacional.

Ruy ponderou que o momento é muito nebuloso e que o partido aguarda o resultado do TSE sobre a ação contra a chapa Dilma-Temer, que acontece no próximo dia 6 de junho.

– Temer é oriundo da chapa de Dilma. Não fomos nós que o colocamos nessa chapa e, consequentemente, no governo. Houve o impeachment e naquele instante não dava mais para Dilma continuar. Temer entrou no governo e por uma questão de responsabilidade com o Brasil, o PSDB está participando do governo […] O PSDB não poderia virar as costas a este fato. Nós estamos seguindo a Constituição – pontuou.

Em relação a Aécio Neves (PSDB), envolvido nas denúncias da JBS, Ruy ponderou que o partido não vai fazer “protecionismo”.

– Se tiver que ser punido, vai ser punido. Se tiver que ser cassado, vai ser cassado. Aqui no PSDB da Paraíba nós não fazemos o jogo do protecionismo – frisou.

O tucano destacou ainda que o governo Temer está fragilizado e que não existe mais condições de o presidente se manter governando.

– Acho a situação do governo Temer muito precária. Acho que não existe mais condição do presidente continuar diante dos fatos expostos. Temos que buscar uma saída e ela sendo consensual seria muito melhor. Seria muito desgastante para o Brasil mais um processo de impeachment […] Quem colocou Temer na Vice-Presidência da República não foi o PSDB. O PSDB fez oposição a essa chapa (Dilma-Temer) e é o autor, no TSE, do pedido de cassação dessa chapa. É bom lembrar ao cidadão brasileiro que Temer esteve, por todo esse tempo, convidado por Dilma como vice da chapa dela. Após o impeachment de Dilma, o cenário político mudou. Houve uma aglutinação de forças. Temer foi alçado à condição de presidente e os partidos que votaram no impeachment foram chamados para contribuir com o novo governo, e o intuito do PSDB é exatamente esse. A entrada do PSDB para participar do governo não é de simpatia política com Michel Temer, e sim circunstancial para contribuir com o país. Nós não votamos em Michel Temer, a nossa chapa era outra – explanou.

Ruy Carneiro reforçou ainda que se deve buscar um nome qualificado para representar o Brasil nas eleições de 2018.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta terça-feira, 30.